LINKEDIN 30 jul 2026 · 5 min · Revisado por Marcelo Vilas Boas

A página da minha agência tinha 13 seguidores no LinkedIn — o que isso me ensinou sobre venda B2B

Eu tenho uma agência de marketing digital. Em julho de 2026, abri o painel da página da minha própria empresa no LinkedIn e o número era esse: treze seguidores.

A página da minha agência tinha 13 seguidores no LinkedIn — o que isso me ensinou sobre venda B2B

Não treze mil. Treze pessoas.

Podia esconder esse número. Preferi escrever sobre ele, porque aposto que a página da sua empresa está parecida — e porque os erros que encontrei são os mesmos que vejo em quase toda empresa pequena.

Por que isso importa (e não é vaidade)

O LinkedIn passou de 75 milhões de membros no Brasil, segundo anúncio oficial da própria plataforma — mais de 60% da força de trabalho nacional. É o terceiro maior mercado do mundo.

Se a sua empresa vende para outras empresas — serviço, fornecimento, consultoria, manutenção —, a pessoa que aprova a sua proposta provavelmente está lá. E antes de aprovar, ela faz uma coisa simples: digita o nome da sua empresa e olha o que aparece.

Se o que aparece é uma página com meia dúzia de seguidores e o último post de meses atrás, isso fala. Não elimina a venda — mas cobra um preço na confiança, justamente na hora em que ela decide.

Os três erros que encontrei (todos meus)

1. Eu nunca tinha convidado ninguém. O LinkedIn dá a toda página 50 convites por mês para conexões dos administradores — de graça, com recarga todo dia 1º. Eu tinha 1.636 conexões no perfil e nunca tinha usado um convite sequer. Usei os 50 do mês em conexões de São Paulo, que é onde estão meus clientes. Custo: zero.

2. Eu produzia conteúdo exclusivo para uma audiência de 13 pessoas. Os três últimos posts escritos só para a página alcançaram 50, 10 e 6 impressões. Não era um problema de conteúdo — era matemática: não existe texto bom o suficiente para compensar uma audiência de treze. A correção foi parar de produzir para a página e passar a distribuir por ela o que já existe: os posts do perfil e os artigos deste blog.

3. Eu tratava a página como enfeite institucional. Página de empresa não é canal de alcance — alcance, no LinkedIn, vem de perfil de pessoa. A página é outra coisa: é o balcão que o cliente visita antes de fechar. Ela não precisa ser viral. Precisa estar viva quando alguém for conferir.

OS NÚMEROS

Página da Izynet em 29/07/2026: 13 seguidores. Perfil pessoal do fundador: 1.636 conexões. Últimos 3 posts exclusivos da página: 50, 10 e 6 impressões.

O que fazer na sua empresa, hoje, sem gastar nada

  1. Abra o painel da sua página e olhe o número de seguidores. Sem esse número, o resto é achismo.
  2. Use os 50 convites do mês — e filtre pelo público que compra de você, não por volume.
  3. Pare de sofrer por conteúdo exclusivo. Compartilhe pela página o que você e sua equipe já publicam.
  4. Garanta o mínimo de vida: um post recente, os dados da empresa completos, o site linkado. É o que o comprador confere.

O ponto de partida honesto: essas quatro ações são as mesmas que apliquei na Izynet. Este artigo que você está lendo faz parte do item 3.

Sobre confiar em quem já errou

Tem um motivo para uma agência de marketing publicar o próprio vexame: diagnóstico de verdade começa em casa. A Izynet cuida de presença digital de pequenos negócios — site profissional, gestão de Instagram, tráfego pago e, a partir de agora, também gestão de LinkedIn: publicação automática no perfil ou na página da sua empresa, com texto e imagem prontos, sem você escrever nada, a partir de R$ 397 por mês, sem contrato de fidelidade. O mesmo método de olhar número real antes de opinar é o que aplicamos em cliente. Se você quer conversar sobre a presença digital da sua empresa, fale com a gente.

Fontes

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